maio 18, 2026
Defensivos Agrícolas

Expansão notável: Uso de defensivos agrícolas aumenta significativamente no Brasil no início do ano

O agronegócio brasileiro intensificou significativamente o uso de defensivos agrícolas no primeiro trimestre de 2025. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) revelam um crescimento de 18% na chamada “área tratada” em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando um total de 611,8 milhões de hectares. É importante notar que “área tratada” é a soma das áreas que receberam aplicações, ou seja, uma mesma porção de terra pode ser contada várias vezes.

Esse aumento reflete uma resposta dos agricultores a uma maior incidência de pragas e doenças que afetaram as principais culturas do país. Entre os principais problemas que exigiram maior controle estão a ferrugem asiática, uma doença fúngica que ataca severamente a soja; a cigarrinha do milho, um inseto vetor de doenças; e diversas espécies de lagartas que afetam culturas como soja, milho e algodão. Condições climáticas atípicas em várias regiões produtoras contribuíram para criar um ambiente propício à proliferação desses problemas, forçando a intensificação das medidas de proteção.

O levantamento do Sindiveg mostra que o crescimento ocorreu em todas as categorias de produtos: inseticidas, fungicidas e herbicidas, sugerindo que os desafios enfrentados pelos produtores foram variados. Enquanto o setor de defensivos argumenta que o uso técnico e responsável desses produtos é indispensável para proteger o potencial produtivo e garantir a rentabilidade da atividade agrícola, o aumento expressivo no uso reacende os debates sobre os impactos ambientais e na saúde humana, reforçando a importância da fiscalização e da busca por alternativas sustentáveis na agricultura.