O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou positivamente a economia chilena, destacando o sucesso das políticas adotadas pelo governo e pelo Banco Central em mitigar desequilíbrios. A instituição elogiou a queda da inflação e a trajetória de consolidação das contas públicas, medidas consideradas essenciais para a saúde econômica de longo prazo do país. Essa combinação de políticas monetária e fiscal ajudou a restaurar a confiança dos mercados.
No entanto, o FMI acendeu um alerta importante: por ser uma economia aberta e dependente do comércio internacional, o Chile está muito exposto a riscos externos. Os principais perigos citados são uma possível desaceleração da economia global, a volatilidade nos preços das commodities (especialmente o cobre, seu principal produto de exportação) e um aperto nas condições financeiras globais, que poderia reduzir o fluxo de investimentos.
Diante desse cenário de otimismo cauteloso, o FMI recomenda que o Chile continue a fortalecer suas defesas, como manter reservas internacionais robustas e um quadro fiscal crível. A instituição também sugere a continuidade de reformas estruturais para diversificar a economia e reduzir sua dependência de poucos setores, garantindo que os progressos alcançados não sejam revertidos.

