Organizações não governamentais (ONGs) atuantes no Haiti manifestaram séria preocupação com a possibilidade de os EUA designarem formalmente as gangues haitianas como organizações terroristas. O Haiti vive uma situação catastrófica, com gangues armadas controlando vastas áreas da capital e outras regiões, impondo um regime de terror e bloqueando bens essenciais. Nesse contexto, a designação de terrorista pode parecer uma resposta enérgica.
No entanto, as ONGs argumentam que tal classificação teria consequências humanitárias devastadoras. As leis antiterrorismo são extremamente rigorosas e poderiam criminalizar qualquer interação com os grupos designados, mesmo que o objetivo seja puramente humanitário, como negociar acesso seguro para entregar ajuda ou prover cuidados médicos em áreas controladas por gangues.
O temor é que instituições financeiras, com medo de violar sanções, se recusem a processar fundos destinados às ONGs no Haiti, paralisando suas operações. Os trabalhadores humanitários também poderiam enfrentar riscos legais. As organizações pedem que qualquer medida adotada inclua salvaguardas robustas para garantir que a ajuda continue a fluir, evitando que uma abordagem punitiva aprofunde ainda mais a crise humanitária para um povo já castigado.

